Durante o processo de plastificação, os estabilizadores de cálcio e zinco apresentam alta eletronegatividade, e os nós agudos da resina de PVC possuem certa afinidade, formando complexos de forte energia de ligação.
Os estabilizadores de cálcio e zinco podem ser divididos em estabilizadores de cálcio e zinco sólidos e estabilizadores de cálcio e zinco líquidos.
O estabilizante líquido de cálcio e zinco é compatível com resinas e plastificantes, apresentando boa transparência, baixa precipitação, baixa dosagem e facilidade de uso. As principais desvantagens são a baixa lubricidade e a deterioração durante o armazenamento prolongado.
Os estabilizantes sólidos de cálcio e zinco são compostos principalmente de sabão de ácido esteárico. O produto caracteriza-se por boa lubricidade e é adequado para o processamento de tubos e perfis de PVC rígido.
Os produtos processados com a tecnologia de microemulsificação superam as desvantagens mencionadas. O foco da melhoria reside em dois aspectos: a alteração da coloração inicial, utilizando uma quantidade suficiente de sabão de zinco, e a utilização de um agente composto para neutralizar o cloreto de zinco, transformando-o em um complexo de alto teor de zinco. A redução da quantidade de sabão de zinco para evitar a combustão do zinco e a alteração da coloração inicial com aditivos são conhecidas como mistura com baixo teor de zinco. Essa técnica é amplamente utilizada não apenas em produtos macios, mas também no processamento de produtos duros.
Os estabilizadores de cálcio e zinco, devido à sua alta eletronegatividade, possuem certa afinidade pelos nós agudos da resina de PVC durante o processo de plastificação, formando complexos de alta energia de ligação que enfraquecem ou rompem a atração das ligações iônicas nas diversas camadas do PVC. Isso facilita a difusão dos segmentos interligados do PVC e torna os grupos moleculares mais propensos a se aproximarem de pequenos limites, o que é benéfico para a plastificação da resina de PVC. Isso causa um aumento acentuado na pressão de fusão, levando ao derretimento.
A viscosidade do corpo diminui, a temperatura aumenta e a temperatura de plastificação diminui.
Além disso, como os equipamentos tradicionais de processamento de PVC são projetados para o uso de estabilizantes à base de sais de chumbo, mesmo com a adição de lubrificante em quantidade suficiente, não conseguem impedir a plastificação adicional da resina em tempo hábil, interrompendo o equilíbrio original da lubrificação. Na fase posterior de utilização, o PVC fundido consome uma grande quantidade de estabilizante térmico na etapa de homogeneização, mas, ao mesmo tempo, não atinge a viscosidade e a elasticidade ideais para atender às necessidades de produção do PVC rígido.
Data da publicação: 02/09/2024



